terça-feira, 27 de julho de 2010

The Bus-ta

O sistema público de transporte do Distrito Federal ainda não é de total satisfação. Assim como inúmeros outros serviços que o governo, tem sim, a obrigação de prestar para a população local com características qualificáveis. O problema é antigo e tem incontáveis falhas, entretanto deve-se prestar atenção que seus buracos falhos estão sendo consertados. É um trabalho simples, porém delicado, o que o torna um problema difícil de ser resolvido.

Durante muito tempo a população de qualquer Estado da Federação brasileira dependeu do transporte público, em algumas regiões do país adotou-se o sistema ferroviário de transporte sobre trilhos de curta e longa distância, os trens e os bondes. Acredita-se que naquela época o serviço sanava ‘todas’ as necessidades da população, esta deve se levar em conta que seu contingente populacional era consideravelmente menor do que os apresentados atuais.

No entanto sentiu-se a necessidade de aperfeiçoar o serviço devido ao grande crescimento de massa populacional presentes nas grandes cidades da época. Assim então se apresentou o ônibus como grande solução. O sistema provavelmente deve ter funcionado bem na época, mas deixa hoje sem dúvida uma enorme incógnita se o sistema ainda é funcional. Funcional sim, mas a que ponto poderia classificá-lo como funcional? A resposta é fácil e direta. Como mencionado anteriormente o sistema em sua idéia crua e teórica funciona muito bem, o problema é gerado, ou melhor, torna-se um problema quando mal administrado pelo governo. O que na teoria é a melhor solução de transporte público rodoviário, na prática se transforma num pesadelo.

Houve um aperfeiçoamento do transporte público, especialmente o do DF, de um determinado tempo para os dos dias atuais. Com a implantação do metrô houve um alivio no sistema rodoviário, porém não o suficiente para ganhar a satisfação do usuário, que, indubitavelmente, se mostra em grandes números gradativamente.
O pior não é apenas o serviço de transporte público. O sistema rodoviário brasileiro como um todo se tornou um caos.

Juscelino Kubistchek ‘abriu’ as portas para o setor automobilístico no Brasil e logo, finalmente o cidadão ‘comum’ brasileiro poderia comprar seu automóvel. Tudo previa um resultado positivo, o setor ampliaria oportunidades de emprego e muito dinheiro seria aplicado no país e assim como Juscelino pôde ter pensado o país finalmente prosperaria. O país prosperou, claro. Mas dinheiro foram gastos em rodovias, afinal era preciso o fazer na época. Porém os números de automóveis foram aumentando de tal maneira que o trânsito se transformou uma verdadeira bagunça, em termos mais coloquiais: um verdadeiro balaio de gato. Não muito diferente do que ocorre em todo o DF.

Apesar do precário serviço público de transporte o cidadão enfrenta um trânsito realmente problemático. O congestionamento tomou conta de cada avenida, esquina ou quaisquer canto da cidade.

O problema ainda não está aí. Ao longo dos últimos 3 anos do governo de José Roberto Arruda houve um aumento significativo no número do ônibus disponíveis, porém não chegou no ideal, e foram mais de mil ônibus novos comprados para a cidade. A outra novidade da era Arruda foi a modernização dos ônibus e no serviço. Por meio de licitação a empresa privada ‘FACÍL’ ganhou o direito de administrar o transporte público do DF. A empresa sem dúvida ganha milhões do governo para realizar um serviço que é tão falho quanto o sistema penitenciário brasileiro (Ok, o assunto não será introduzido agora).

Questões simples de se resolverem tornaram-se Hidras a serem combatidas. Isto apenas demonstra o tão complexo e burocrático é o sistema brasileiro, e ainda mais em sua própria capital.

OS: Prefiro chamar este post especialmente de matéria, por razões obvias de tamanho e por quão complexo é o tema, que, será dividido em 3 partes, sendo esta apresentada a primeira.

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